No período após-guerra, a Europa encontrava-se numa situação extremamente
difícil, tanto a nível económico como a nível social. Porem, o principal
problema continuava a ser a grande situação económica que se mantinha firme e não
permitia o desenvolvimento dos países europeus.
Inúmeras greves e manifestações eram organizadas pelos operários europeus,
que se baseavam no sistema predominante na Rússia, e que achavam que os países
deveriam seguir para um melhor funcionamento da sociedade. Mesmo havendo países
europeus, onde predominava o capitalismo, que estavam contra a Rússia e contra
o seu sistema, esta segunda potência nascente continuava a querer expandir o
comunismo por todo o mundo, ou seja, mais especificamente estes pretendiam com
que nascessem revoluções socialistas no território Europeu.
Os partidos socialistas e sociais-democratas da Europa, que quisessem
seguir o mesmo rumo que o Partido Comunista na Rússia, eram obrigados a
libertarem-se das tendências reformistas-revisionistas, anarquistas e
pequeno-burguesas, e deviam apoiar o bolchevismo e o centralismo democrático.
Só desta maneira estes partidos poderiam vir a ter o nome de partidos
comunistas.
Devido a estes acontecimentos, em todos os países europeus, se não todos, a
maioria sofreu alterações a nível social e politico. Na Alemanha surgem uma espécie
de "sovietes". Surge um movimento Espartaquista (Espartaquismo). Este
movimento pretendia derrubar a democracia e impor uma República Socialista que
mais tarde deu origem ao Partido Comunista Alemão.
Em Itália, os camponeses ocuparam as terras e os operários ocuparam as
fabricas. Na Áustria, havia violentos conflitos entre os operários e os
camponeses mais conservadores. Na Hungria, chega-se a formar uma República dos
Concelhos (Comuna), que durou 6 meses e foi esmagada com ajuda de pressões
externas (estrangeiras). Na frança e Grã-Bretanha, também assistiram ao mesmo
cenário.
Uma solução prevista para a resolução deste problema a nível de todo o território
europeu foi a recorrência ao autoritarismo. Para a burguesia financeira,
e mesmo para os pequeno-burgueses e classes médias, que estavam afetados pela
enorme inflação que lhes roubava o poder de compra, a instalação do regime
autoritário era a única saída para o melhoramento da economia nacional, para a
paz e dignidade do país e do povo.
A democracia estava em crise e foi assim que surgiram os primeiros
movimentos autoritários, conservadores e nacionalistas, principalmente onde a
democracia liberal não dispunha de bases suficientemente fortes.
Itália
Primeiro país a instaurar um regime autoritário (ditatorial). Está
relacionado com a crise após 1º Guerra Mundial. Após a 1º Guerra, Itália atravessou uma crise económica, financeira e
moral. Moral porque, se sentiam humilhados pois o seu nacionalismo estava
ferido. "Vitória Mutilada” apesar de serem um país vencedor não teve
vantagens com isso.
A população saiu para a rua em protesto, revoltas de camponeses, operários,
que levam a grandes greves. Deste modo, Itália encontra-se à beira da guerra
civil.
Em 1919, foi criado um novo partido fundado por Benito Mussolini, Partido
Nacional Fascista. Defende a repressão através das milícias militares
«Camisas Negras». Defende um governo forte que imponha respeito. Pretendia
recuperar Itália a nível económico e politico.
Este regime agrada a um setor elevado da população, então Mussolini exige
que o poder lhe seja entregue caso contrario com as Camisas Negras vai tomar o
poder à força.
Preocupado com a situação e com interesses, o rei Vítor Manuel III convidou
Mussolini para formar governo (1922). Inicialmente Mussolini respeitou todos os
partidos. Mais tarde sente a necessidade de ser legitimado pelo povo, deste
modo em 1924convoca eleições e ganha por maioria absoluta, pois utiliza todas
as fraudes eleitorais, e quem o denunciava era assassinado. Assume o poder
executivo e legislativo, extingue todos os partidos e cria uma polícia
politica.
Discursso de Benito Mussolini - legendado
A Era Fascista - os 20 anos da ditadura contados através dos discursos de Mussolini - Vídeo 2
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Espanha
Entre 1923 e 1930, Espanha viveu uma ditadura militar do
general Miguel Primo de Rivera. A fim de acabar com o longo período de
instabilidade social e politica na Espanha. Primo de Rivera suspendeu a
constituição, dissolveu as cortes e suprimiu os partidos políticos.
Outros países
seguiram a ditadura, tais como: Hungria, Bulgária, Turquia, Grécia, Portugal,
Polonia, Lituânia, Jugoslávia, e Áustria (viveu um regime conservador e autoritário).
Alemanha
Ascensão do partido Nazi em 1920 por Adolfe Hitler, está relacionada com as
consequências da 1º Guerra Mundial. A República de Weimar é acusada de cobardia
por ter aceitado o tratado de Versalhes. Hitler vai-se aproveitar do colapso económico
da Alemanha. Atribui a culpa a todos aqueles que ele queria como inimigos,
governo e apoiantes aos Judeus e aos comunistas. O partido deixa de respeitar o
Tratado de Versalhes e promete trabalho para toda a gente.
Em 1923, Hitler tenta um golpe de estado conhecido por «Putsch» em Munique,
que falha e o condena á prisão durante 2 anos. Durante esse tempo de
prisioneiro ele elabora a Bíblia do Nazismo «Mein Kampf (minha luta)». Em 1929 com a grande depressão o Partido Nazi cresce rapidamente.
Documentário:
Um documentário brilhante e imperdível. Cada segundo deste documentário é uma autêntica filmagem alemã, descoberta dos arquivos secretos da guarda de elite nazista e escondida pelo próprio Goebbels por serem muito fortes. MINHA LUTA criou um impacto internacional e foi aclamado como um dos mais incríveis documentos históricos. Criou turbilhões onde quer que tenha sido mostrado e arrancou entusiasmados aplausos e críticas. MINHA LUTA vai fundo na ascensão e queda do terceiro Reich e do gênio do mal que o criou. Durante o filme sempre surge a pergunta que vem atormentando as mentes e corações de todo o mundo:Como podem ter deixado isso acontecer?
Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 1
Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 2
Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 3
Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 4
Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 5
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