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domingo, 23 de dezembro de 2012

A Regressão do Demoliberalismo




No período após-guerra, a Europa encontrava-se numa situação extremamente difícil, tanto a nível económico como a nível social. Porem, o principal problema continuava a ser a grande situação económica que se mantinha firme e não permitia o desenvolvimento dos países europeus.
   Inúmeras greves e manifestações eram organizadas pelos operários europeus, que se baseavam no sistema predominante na Rússia, e que achavam que os países deveriam seguir para um melhor funcionamento da sociedade. Mesmo havendo países europeus, onde predominava o capitalismo, que estavam contra a Rússia e contra o seu sistema, esta segunda potência nascente continuava a querer expandir o comunismo por todo o mundo, ou seja, mais especificamente estes pretendiam com que nascessem revoluções socialistas no território Europeu.
   Os partidos socialistas e sociais-democratas da Europa, que quisessem seguir o mesmo rumo que o Partido Comunista na Rússia, eram obrigados a libertarem-se das tendências reformistas-revisionistas, anarquistas e pequeno-burguesas, e deviam apoiar o bolchevismo e o centralismo democrático. Só desta maneira estes partidos poderiam vir a ter o nome de partidos comunistas. 
   Devido a estes acontecimentos, em todos os países europeus, se não todos, a maioria sofreu alterações a nível social e politico. Na Alemanha surgem uma espécie de "sovietes". Surge um movimento Espartaquista (Espartaquismo). Este movimento pretendia derrubar a democracia e impor uma República Socialista que mais tarde deu origem ao Partido Comunista Alemão.
   Em Itália, os camponeses ocuparam as terras e os operários ocuparam as fabricas. Na Áustria, havia violentos conflitos entre os operários e os camponeses mais conservadores. Na Hungria, chega-se a formar uma República dos Concelhos (Comuna), que durou 6 meses e foi esmagada com ajuda de pressões externas (estrangeiras). Na frança e Grã-Bretanha, também assistiram ao mesmo cenário. 
  Uma solução prevista para a resolução deste problema a nível de todo o território europeu foi a recorrência ao autoritarismo. Para  a burguesia financeira, e mesmo para os pequeno-burgueses e classes médias, que estavam afetados pela enorme inflação que lhes roubava o poder de compra, a instalação do regime autoritário era a única saída para o melhoramento da economia nacional, para a paz e dignidade do país e do povo.
  A democracia estava em crise e foi assim que surgiram os primeiros movimentos autoritários, conservadores e nacionalistas, principalmente onde a democracia liberal não dispunha de bases suficientemente fortes.

Itália
Primeiro país a instaurar um regime autoritário (ditatorial). Está relacionado com a crise após 1º Guerra Mundial. Após a 1º Guerra, Itália atravessou uma crise económica, financeira e moral. Moral porque, se sentiam humilhados pois o seu nacionalismo estava ferido. "Vitória Mutilada” apesar de serem um país vencedor não teve vantagens com isso. 
A população saiu para a rua em protesto, revoltas de camponeses, operários, que levam a grandes greves. Deste modo, Itália encontra-se à beira da guerra civil.
   Em 1919, foi criado um novo partido fundado por Benito Mussolini, Partido Nacional Fascista. Defende a repressão através das  milícias militares «Camisas Negras». Defende um governo forte que imponha respeito. Pretendia recuperar Itália a nível económico e politico.
   Este regime agrada a um setor elevado da população, então Mussolini exige que o poder lhe seja entregue caso contrario com as Camisas Negras vai tomar o poder à força. 
Preocupado com a situação e com interesses, o rei Vítor Manuel III convidou Mussolini para formar governo (1922). Inicialmente Mussolini respeitou todos os partidos. Mais tarde sente a necessidade de ser legitimado pelo povo, deste modo em 1924convoca eleições e ganha por maioria absoluta, pois utiliza todas as fraudes eleitorais, e quem o denunciava era assassinado. Assume o poder executivo e legislativo, extingue todos os partidos e cria uma polícia politica.  

Discursso de Benito Mussolini - legendado 


A Era Fascista - os 20 anos da ditadura contados através dos discursos de Mussolini - Vídeo 1




A Era Fascista - os 20 anos da ditadura contados através dos discursos de Mussolini - Vídeo 2



A Era Fascista - os 20 anos da ditadura contados através dos discursos de Mussolini - Vídeo 3



A Era Fascista - os 20 anos da ditadura contados através dos discursos de Mussolini - Vídeo 4



A Era Fascista - os 20 anos da ditadura contados através dos discursos de Mussolini - Vídeo 5



A Era Fascista - os 20 anos da ditadura contados através dos discursos de Mussolini - Vídeo 6 


Espanha

Entre 1923 e 1930, Espanha viveu  uma ditadura militar do general Miguel Primo de Rivera. A fim de acabar com o longo período de instabilidade social e politica na Espanha. Primo de Rivera suspendeu a constituição, dissolveu as cortes e suprimiu os partidos políticos.

Outros países seguiram a ditadura, tais como: Hungria, Bulgária, Turquia, Grécia, Portugal, Polonia, Lituânia, Jugoslávia, e Áustria (viveu um regime conservador e autoritário).

Ditadura de Primo de Rivera 1ªParte 



Ditadura de Primo de Rivera 2ªParte 



Alemanha
Ascensão do partido Nazi em 1920 por Adolfe Hitler, está relacionada com as consequências da 1º Guerra Mundial. A República de Weimar é acusada de cobardia por ter aceitado o tratado de Versalhes. Hitler vai-se aproveitar do colapso económico da Alemanha. Atribui a culpa a todos aqueles que ele queria como inimigos, governo e apoiantes aos Judeus e aos comunistas. O partido deixa de respeitar o Tratado de Versalhes e promete trabalho para toda a gente. 
   Em 1923, Hitler tenta um golpe de estado conhecido por «Putsch» em Munique, que falha e o condena á prisão durante 2 anos. Durante esse tempo de prisioneiro ele elabora a Bíblia do Nazismo «Mein Kampf (minha luta)»Em 1929 com a grande depressão o Partido Nazi cresce rapidamente. 

Documentário: 
Um documentário brilhante e imperdível. Cada segundo deste documentário é uma autêntica filmagem alemã, descoberta dos arquivos secretos da guarda de elite nazista e escondida pelo próprio Goebbels por serem muito fortes. MINHA LUTA criou um impacto internacional e foi aclamado como um dos mais incríveis documentos históricos. Criou turbilhões onde quer que tenha sido mostrado e arrancou entusiasmados aplausos e críticas. MINHA LUTA vai fundo na ascensão e queda do terceiro Reich e do gênio do mal que o criou. Durante o filme sempre surge a pergunta que vem atormentando as mentes e corações de todo o mundo:Como podem ter deixado isso acontecer?

Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 1


Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 2


Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 3



Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 4



Visão da era do caos « Mein Kampf» parte 5



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